terça-feira, 8 de novembro de 2011

Videojogos influenciam positivamente a criatividade das crianças

Um estudo recente demonstrou que o número de horas passadas a jogar ajudam a desenvolver as capacidades criativas das crianças.

Um estudo recente revelou que o tempo passado a jogar videojogos aumenta a criatividade das crianças.
Conduzido pela Professora de Psicologia Linda A. Jackson, o estudo que envolveu 491 crianças de 12 anos, revelou que quanto mais as crianças jogam mais criativas se tornam, independentemente do género e etnia da criança e do tipo de jogo, mais violento ou não.
Numa primeira fase do teste, o grupo de estudo era inquirido para se determinar quanto tempo usam videojogos. Em seguida eram submetidos ao Teste de Pensamento Criativo de Torrance - que envolve tarefas como desenhar uma imagem e escrever uma história sobre ela - e posteriormente a equipa cruzou os resultados para demonstrar que as horas de jogo influenciam positivamente a criatividade.
"Quanto mais as crianças usaram os videojogos, mais criativos ficaram em tarefas como desenhar ou escrever histórias", disse a responsável pelo estudo.

Mercado dos videojogos cai 7% no primeiro semestre

Em 2010 o sector tinha crescidoO sector dos videojogos em Portugal – que inclui a venda de jogos, consolas e acessórios – facturou 61 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, menos 7% do que no semestre homólogo, segundo dados da empresa de estudos de mercado GfK.

A compra de acessórios de jogos teve um aumento de 20%, mas os números indicam que a venda de consolas caiu 15% e a de jogos, 6%. Segundo dados fornecidos ao PÚBLICO, os jogos para consola facturaram cerca de 29,5 milhões de euros e os jogos para PC rondaram os 2,6 milhões durante a primeira metade deste ano.

Em 2010, já em período de crise, a venda de videojogos tinha conseguido crescer em Portugal – mesmo num ano em que, de acordo com análises anteriores da GfK, a compra dos restantes produtos de electrónica de consumo estava em queda.

A consultora aponta ainda uma quebra significativa no segmento do vídeo, correspondente, na primeira metade de 2011, a menos 29% de volume de negócio.

“O blu-ray, a tecnologia que permite visualizar filmes em alta definição, não está a ter o impacto previsto, de certa forma causado pelo seu surgimento no mercado português, já durante a crise económica”, analisa um comunicado da GfK. “Este tipo de tecnologia tem estado também em queda, registando o primeiro semestre deste ano, menos 11% de negócios”.
in Público